Futebol: uma paixão sem limites.
Quem diria que o que me traria de volta a este blog seria futebol, não é? Logo eu que nunca dei bola pra esse esporte, que sempre odiaaava ver os homens totalmente vidrados na tela da televisão domingo à tarde, assistindo àqueles 90 minutos sem fim e sem graça, vibrando com lances que não me empolgavam o mínimo. Eu que me revoltava tanto com os brasileiros que dão mais importância pra um campeonato do que pras eleições, com o meu país sendo visto como país do futebol, como se não houvesse nada de melhor pra caracterizá-lo. Eu que preferi assistir "História sem Fim III" no quarto à ver um jogo do Brasil da Copa de 2002 na sala. E enquanto todo mundo comemorava, eu gritava pelo filme, sem me importar um nada com o pentacampeonato. Confesso que sempre me despertou o futebol feminino, provavelmente mais pelo lado feminista de que mulheres podem fazer um esporte "essencialmente masculino" do que pelo jogo em si. Confesso também que desde pequena sou corintiana, corintiana de coração mesmo, e mesmo sem acompanhar o time, sem ver os jogos e não conhecer nenhum jogador, sempre tive um carinho especial pelo clube, uma identificação que não é explicável e nem lógica, mesmo porque futebol não tinha graça pra mim. Enfim, final do ano passado, não sei dizer nem que campeonato era, mas meu pai ia ver um jogo do Corinthians. Eu, como estava na casa dele e com ele, disse que assistiria junto... jogo começa, eu me interesso, mas nada além do normal.. assisto, me entretenho com um lance ou outro... o que importa é o que Corinthians ganhou e meu pai disse, por brincadeira, que eu dei sorte pro time. A partir daí o cenário muda... começo a assistir os jogos, a me importar com as regras, a dar palpite nas faltas, a torcer profundamente pelo meu Corinthians, usar a camiseta, comprar bandeira... Mais ou menos um mês atrás ele me convida pra ir ao Museu do Futebol... gosto de museus, gosto de cultura no geral, e tenho que admitir que futebol faz parte da cultura brasileira. Aceitei o convite e fomos. Logo na entrada, várias flâmulas, figurinhas, propagandas de anos atrás.. coisas quase sem significado pra mim, mas ele falava daquilo com tanta empolgação... O museu é lindo. Uma homenagem não só ao futebol, pura e simplesmente como esporte, mas uma homenagem à paixão brasileira, ao espírito do país... com direito a história, poesia, vídeos, fotos, gols narrados, parte interativa e um texto que falava justamente de quem somos nós, brasileiros, e do que é o futebol pra nossa nação. Acho que naquele dia eu entendi o quanto a alegria, a vibração, o sofrimento, a expectativa, o gosto da vitória, do inusitado, a paixão de ser torcedor é contagiante e tem relação com todos nós. Entendi que futebol é mais do que 22 jogadores em campo, mais do que preparo, treinos, bola rolando... é dedicação, compartilhamento, torcida, união, vida, garra. Naquele dia passei a me orgulhar do futebol do meu país e do seu reconhecimento mundial. Não, ainda não sou uma torcedora que entende profundamente do esporte, que saberia discutir o assunto, mas tô caminhando. E também não acho que o Brasil deva ser reconhecido apenas pelos nossos grandes jogadores ou jogadas espetaculares, mas já não fico tão indignada com a expressão "país do futebol". Somos mais que isso, mas somos isso também. Influências* e outras influências a parte, amizades maníacas por futebol, por exemplo, vou finalizar o post parabenizando o MEU TIME pelo tricampeonato conquistado na quarta-feira. LOKA POR TI, CORINTHIANS. Mais que nunca, e sempre. =) *Post inspirado, além de nos fatos relatados, nas discussões futebolísticas com o Milton, em dois dos posts do blog do Cesar e nos meus amigos são-paulinos (em especial Marcos, Diogo e Leandro).
- Postado por: *Tha* às 23h09
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